NECEP - Católica Lisbon Forecasting Lab - divulga estimativas para PIB do 2º trimestre e 2020

Quarta, Julho 8, 2020 - 16:54

O NECEP -  Católica Lisbon Forecasting Lab -  divulga hoje as suas estimativas para a Economia Portuguesa. No seu cenário base, a economia portuguesa terá contraído 13% em cadeia no 2º trimestre de 2020 após uma queda de 3.8% no 1º trimestre.

Este cenário é justificado por quedas menos acentuadas em alguns setores, como é o caso da construção, bem como pela recuperação já evidenciada pelo comércio a retalho e pelas operações através da rede Multibanco, se bem que parcial e ainda distante dos níveis observados no final do ano passado. Num cenário alternativo, a economia portuguesa poderá ter contraído cerca de 20%, sendo esta estimativa suportada pela proporção muito elevada da população ativa, cerca de 25%, que esteve ausente do posto de trabalho normal durante o 2º trimestre. Este cenário é ainda sinalizado por alguns indicadores, como é o caso das vendas de veículos ou do número de dormidas em estabelecimentos turísticos.

Relativamente ao crescimento anual do PIB, o NECEP mantém o cenário central, anunciado em março, de queda de 10% do PIB em 2020. Esta projeção resultou da construção de cenários que permitem antever quedas do PIB entre 5% e 17% este ano, pelo que o valor de 7% indicado no Orçamento do Estado Suplementar de 2020 parece otimista já que pressupõe um segundo semestre do ano bastante favorável. Este cenário central do NECEP é compatível com uma taxa de desemprego de 9% no conjunto do ano.

Tal como na anterior folha publicada em Março, o NECEP mantém a perspetiva de que a economia portuguesa deverá recuar de forma mais intensa face à zona euro em 2020. Assim, prevê-se que o PIB da zona euro contraia 8.3% este ano, com cenários compreendidos entre -11.5% e -4.0%.

Relativamente aos anos de 2021 e 2022, a visibilidade é ainda diminuta. A análise do NECEP sugere que a economia portuguesa deverá permanecer abaixo do nível do PIB de 2019 no próximo ano, com um hiato próximo dos 8% no cenário central e uma perda próxima dos 5% dois anos após o surgimento do surto pandémico. No entanto, uma completa recuperação em 2021 face a 2019 é possível num cenário otimista, bem como no horizonte de 2022 (+2.5%).

Mais importante que a dimensão da queda do PIB este ano é a dimensão da perda da atividade económica no último trimestre do ano. Se esta for inferior a 5% face a 2019, não é de excluir uma recessão curta com rápida recuperação da normalidade em termos de atividade económica. Porém, se a queda for muito superior a 5%, então a destruição de capacidade produtiva, emprego e rendimento só permitirá uma recuperação lenta e penosa até aos níveis observados em 2019.

Pode aceder aqui ao relatório completo do NECEP - Católica-Lisbon Forecasting Lab.

 

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