“A forma mais simples de receber doações online”. Assim se apresenta a Pledgy no episódio desta semana do podcast “Negócios com Impacto”, da Rádio Renascença em parceria com a CATÓLICA-LISBON, uma plataforma all-in-one concebida para simplificar a angariação de fundos para organizações sem fins lucrativos.
O contacto de Ana Nunes da Silva com organizações sem fins lucrativos começou muito antes de a ideia da Pledgy tomar forma. “No passado trabalhei com organizações que procuram fazer a diferença no terreno, desde grandes entidades globais como a UNICEF a associações locais de média e pequena dimensão. Como voluntária, percebi como é muitas vezes difícil para este tipo de organizações de menor dimensão gerir cotas, sócios, pagamentos, donativos e afins”, conta a fundadora da Pledgy.
Foi, assim, decorrente desta experiência, que detetou uma oportunidade inexistente em Portugal. “À medida que me envolvi no mundo das ONG, não pude ignorar o potencial para otimização da gestão de dados, da angariação de fundos e até de comunicação, através de uma aposta em soluções digitais inovadoras, eficientes, simples e customizadas”, acrescenta Ana Nunes da Silva.
Otimizar operações e processos deste tipo de organizações para que possam mais facilmente focar-se em cumprir a sua missão e propósito sociais é princípio com o qual a Pledgy está comprometida.
“Apesar de ter sido criada oficialmente neste ano, já estamos a trabalhar no produto desde a segunda metade do ano passado”, afirma. À época, a antiga aluna de licenciatura em Administração e Gestão de Empresas, da CATÓLICA-LISBON encontrava-se a trabalhar a tempo inteiro numa empresa, mas a dificuldade em conciliar o trabalho com o desenvolvimento do seu projeto levou-a a arriscar e dedicar-se a 100% à criação da Pledgy.
Arriscar e experimentar coisas novas é algo a que, de resto, Ana Nunes da Silva está muito habituada desde cedo. “Desde muito cedo que o meu percurso ficou marcado por experimentar projetos diferentes. E hoje o que mais me realiza na vida profissional é poder ajudar a resolver problemas”, frisa.
Atualmente, com diversos projetos-piloto em curso na Pledgy, Ana Nunes da Silva mostra-se paciente e não tem “pressa” em crescer, preferindo fazê-lo de uma forma sustentável e com know-how adquirido. “A nossa prioridade é lançarmos estes pilotos e vermos que resultados obtemos, a própria Pledgy e, claro, também do ponto de vista dos clientes, para irmos avaliando e ajustando o produto e o modelo de negócio e depois fazer o lançamento alargado do produto”, explica a responsável da Pledgy. A prazo está também a perspetiva de internacionalização, através da aposta em mercados próximos do nacional.