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Futuro? Não tarda em chegar!

Sexta, Março 26, 2021 - 15:03
Publicação
Observador

Nunca terá sido tão premente centrar o modelo de negócio nos clientes, na capacidade de ir ao encontro dos seus interesses, superando a concorrência pela diferenciação. Seja pela via digital ou física.

As particularidades dos tempos a que vamos assistindo tem exigido a muitas empresas que se reinventem na forma como gerem o seu dia-a-dia e a muitas outras que repensem o seu próprio modelo de negócio. Muitos são os prognósticos que incidem sobre a forma como as empresas vão recuperar do momento atual, numa altura em que se estima que 60% da população mundial fique mais pobre após o cenário pandémico. Ou, como diria Einstein, “Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda em chegar!”

Tal resultado não é alheio à saúde económica das empresas, a grande maioria de pequena ou microdimensão. Quase todos os setores de atividade se viram obrigados a adotar novas formas de interagir com o mercado, constatando por exemplo que existem concorrentes até então desconhecidos, que a gestão do trabalho e interação com os colaboradores se alterou significativamente e que a gestão dos canais de comunicação e distribuição passou a requerer um novo figurino.

Têm beneficiado desta nova realidade muitos daqueles negócios que nasceram em modo digital, independentemente do sector de atividade, reforçando uma tendência que já vinha conhecendo um crescimento acentuado das transações online, sejam fintechs, plataformas musicais ou serviços de entregas.

Na verdade, entre aqueles que melhor poderão vir a aproveitar estas tendências, encontram-se os serviços que funcionam em cloud. Os ganhos de estar “sempre online” são evidentes e isso será crucial para se viver numa lógica de IoT (Internet of Things) e para os desafios próximos que o 5G irá colocar. A informação gerada pela combinação dos smartphones, smartwatches ou computadores crescerá de forma avassaladora e tenderá a filtrar a comunicação relevante a que cada um de nós (consumidores e empresas) teremos acesso.

E é no dia-a-dia que se vão sentindo esses efeitos e através dos quais percebemos que a tecnologia está totalmente identificada com a nossa individualidade: na escolha de um automóvel, nos cuidados médicos, na avaliação de uma proposta de seguro ou na escolha das férias ideais, construída passo a passo com todos os detalhes.

Ao mesmo tempo que o acesso a qualquer tipo de informação é quase total e imediato, também vamos alimentando e produzindo informação que vai afinando o “algoritmo da nossa vida”, aperfeiçoando-o constantemente. Digamos que o triângulo perfeito do amanhã resultará da combinação eficaz de saúde, família e internet estável.

Mas de tudo o que existe na galáxia digital, iremos assistir a uma depuração. Sobreviverão as plataformas que mais segurança darão aos consumidores e empresas, garantindo a sua privacidade. E como nem todas o conseguirão fazer de forma adequada, é provável que as maiores empresas agreguem e anulem as marcas menos capazes.

No entanto, nada do que representa este novo cenário digital desobriga as empresas e os seus colaboradores de uma formação orientada para a excelência do serviço, onde o cliente é e será a razão da sua existência, independentemente de qual seja o setor de atividade. Antes pelo contrário. Nunca terá sido tão premente centrar o modelo de negócio nos clientes, na capacidade de ir ao encontro dos seus interesses e expectativas, superando a concorrência pela diferenciação. Seja pela via digital ou física.

O caminho para qualquer história empresarial de sucesso assentará na base da confiança que as empresas forem capazes de oferecer ao mercado. Como sempre!

Pedro Celeste, docente da CATÓLICA-LISBON. 

 

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