Press News & Events

Pensar "fora da caixa"

Segunda, Outubro 19, 2020 - 09:29
Publicação
Observador

A nossa persistência num dado comportamento não se deve à tão propalada “resistência à mudança”. Deve-se, muitas vezes, à falta de clareza sobre o novo comportamento a adotar.

Presenciamos a mudança! Elaboramos sobre a mudança que estamos a viver… Mas temos muita dificuldade em concretizar, nós próprios, a mudança que advogamos. É normal. É humano, simplesmente!

Esta nossa persistência num dado comportamento não se deve à tão propalada “resistência à mudança”. Deve-se, muitas vezes, à falta de clareza sobre o novo comportamento a adotar. Enquanto não sabemos que novo caminho tomar, continuaremos a pedalar (mesmo que lentamente e sem convicção) no caminho já conhecido…

Uma das mudanças atualmente mais desejadas no mundo empresarial, relaciona-se com a capacidade de pensar “fora da caixa”. Nesse sentido – qual DGS, cujas indicações, quando claras, regem os nossos comportamentos –, ouso sistematizar uma abordagem que poderia ser emanada por uma qualquer DGC (Direção Geral da Criatividade) para tornar este caminho mais claro.

Pois bem, as orientações da DGC poderiam ser as seguintes:

1- Vá à procura de problemas

Este ponto de partida é decisivo. Nós somos, por natureza, problem solvers. Portanto, identificarmos à cabeça, e de forma clara, o problema no qual nos focaremos para gerar novas soluções favorece enormemente todo o processo criativo.

2-Escolha um problema que seja bom

Os melhores problemas são os que os nossos clientes vivem (ou passaram a viver, mais recentemente) na interação connosco ou, mais genericamente, com o serviço que prestamos. Porquê? Porque a sua resolução trará algo, aos seus olhos, muito relevante e, nessa medida, potencialmente gerador de valor. Parece elementar? A prática corrente, em diversas empresas, diz-nos que não. Parece ainda prevalecer a ideia de que o desenvolvimento do negócio se faz, não com os clientes, mas à sua custa!

3-Puxe pela sua capacidade criativa

Obrigue-se a gerar, por exemplo, sete soluções alternativas para o problema que decidiu abraçar. As primeiras ideias são, normalmente, as mais óbvias (as de quem ainda está a pensar “dentro da caixa”). É da dificuldade em gerar um número elevado de ideias, e do desespero criado, que nos libertamos do espírito crítico que nos impede de explorar caminhos ousados, que nos podem conduzir às tais soluções “fora da caixa”.

4-Acelere o processo. Pergunte aos clientes

Não perca muito tempo dentro de quatro paredes a discutir qual das soluções geradas é a “melhor”. Frequentemente, o nosso processo de decisão é deficiente – ou está contaminado por pressupostos errados ou negligencia aspetos que ainda desconhecemos e que são valorizados pelos clientes.

Fale com alguns clientes e descreva-lhes, pelo menos, duas hipóteses de solução (antes de as desenvolver). Depois, peça-lhes feedback. Escute atentamente o que têm para lhe dizer e aprenda sobre o valor das suas soluções no contexto da vida real.

5-Itere. Vá lá por aproximação

Conclua o processo, reajustando a solução até ser desejada pelos clientes, exequível para a empresa e economicamente viável.

Estas orientações da DGC não seriam mais do que a descrição, em grandes linhas, da forma como o Design Thinking, enquanto metodologia, ajuda as empresas a pensar “fora da caixa” e a gerar valor, nomeadamente, em contextos como o que estamos a viver, com elevados índices de incerteza e ambiguidade.

Acelere a sua capacidade de pensar “fora da caixa”! Pense no Design Thinking!

 

 

Tiago Luís, Professor da Católica Lisbon School of Business & Economics

Related Press News

27/11/2020 - 19:22
Observador
Todos somos, mesmo que não o reconheçamos, puxados em várias direções por várias marcas que falam connosco ininterruptamente e com as mais variadas e atraentes promessas. Levar as pessoas a fazer aquilo que as marcas querem que elas façam. É esta a...
26/11/2020 - 11:38
Público
No início desta pandemia falou-se muitas vezes na vida ou no bolso. Na saúde ou na economia. Na realidade elas são indissociáveis. Não se pode comprar saúde, mas pode-se investir nela e provavelmente o melhor sítio para começar é através da educação. Na...

Próximos eventos

02
Dez
18:30

Católica Lisbon School of Business & Economics

LisboaLisboa1649-023
Portugal
09
Jan
10:00

Católica Lisbon School of Business & Economics

LisboaLisboa1649-023
Portugal